17/06/2015

MAMOGRAFIA: PREVENINDO OU CRIANDO MAIS CÂNCER?

Abaixo traduzo trechos de um importante artigo publicado no Greenmed.com.

 

O Santo Graal da indústria do câncer de mama (que a mamografia é a principal arma na guerra contra esse câncer) foi disputado. Na verdade, a mamografia aparentemente criou na população dos EUA 1,3 milhões de casos de cânceres de mama que não existiam.

 

Um novo estudo perturbador, publicado no New England Journal of Medicine, chamou a atenção da mídia para a possibilidade de que a mamografia tenha feito muito mais mal do que bem aos milhões de mulheres que, ao longo dos últimos 30 anos, utilizaram esse exame como sua principal estratégia na luta contra a câncer de mama.

 

No estudo intitulado "O efeito de três décadas de mamografia na incidência do Câncer de Mama", os pesquisadores estimaram que entre as mulheres com menos de 40 anos de idade, o câncer de mama foi excessivamente diagnosticado, ou seja: "tumores foram detectados no rastreio que nunca teriam levado a sintomas clínicos", em 1,3 milhões de mulheres nos Estados Unidos nos últimos 30 anos. Apenas em 2008, "o câncer de mama foi excessivamente diagnosticado em mais de 70.000 mulheres, o que representou 31% de todos os cânceres de mama diagnosticados."

 

A forma primária de câncer de mama detectado pela mamografia é o carcinoma ductal in situ (CDIS), também conhecido como “fase zero” ou “câncer de mama não-invasivo”. Ao contrário do câncer realmente invasivo, que se expande para fora, como um caranguejo, (em grego: caranguejo=câncer, daí o nome), é o carcinoma ductal in situ, ou seja, situado, não em movimento.

 

Além disso, os CDIS se apresentam sem sintomas na maioria das mulheres em que são detectados e, se deixados sem tratamento (geralmente) não irão progredir e causar danos às mulheres. De fato, sem tecnologias de raios-x, muitas das mulheres diagnosticadas, se não a maioria, nunca teriam nem tomado conhecimento do CDIS. Na verdade, a revista Lancet Oncology, publicou, no ano passado, um estudo revelando que, mesmo os tipos de câncer clinicamente verificados como "invasores" parecem regredir com o tempo, se não forem tratados: “Acreditamos que muitos cânceres de mama invasivos detectados pela mamografia não persistem para ser detectados por rastreio no final de 6 anos, o que sugere que, para muitos dos cânceres de mama invasivos detectados, o curso natural é regredir espontaneamente.”

 

Os autores do novo estudo apontam que "A introdução de mamografia nos Estados Unidos tem sido associada ao aumento – o dobro - do número de casos de câncer de mama em estágio inicial que vêm sendo detectados a cada ano." E, no entanto, eles observam, apenas 6,5% dos casos de câncer de mama em estágio inicial chegam a evoluir para a doença avançada. Em outras palavras, CDIS e outros ‘achados anormais’ detectados, podem representar variações naturais e benignas na morfologia da mama.

 

Protocolos de rotina, no entanto, continuam sendo empregados como padrão de atendimento, com taxas de mastectomia aumentando impressivamente desde 2004.

 

Os efeitos adversos à saúde associados aos diagnósticos excessivos e consequente emprego excessivo de mastectomia, radioterapia, quimioterapia e supressão de hormônios não pode ser subestimado, principalmente quando se considera o trauma psicológico profundo que segue cada etapa de diagnóstico e tratamento.

 

Além disso, hoje sabe-se que a quimioterapia e a radiação aumentam a fração de células-tronco altamente malignas relativa às células não-malignas dentro do tumor. Para piorar, a radioterapia pode aumentar a malignidade das células do câncer de mama, tornando-as 30 vezes mais malignas (capazes de formar novos tumores).

 

Outro problema sério com a mamografia (e há dezenas deles) não abordado nessa pesquisa diz respeito à carcinogenicidade dos raios-x que a tecnologia emprega. Hoje sabemos que a radiação kVp 30, coloquialmente conhecida como raios-x  de "baixa energia", é  de 300 a 400% mais cancerígena que a radiação emitida por explosões de bombas atômicas (200 kVp ou superior).

 

É possível, de fato, que os raios-X da mamografia estejam plantando as sementes de futuros cânceres de mama induzidos por radiação, dentro de populações suscetíveis.

 

Com tantas revistas biomédicas de alto nível publicando agora pesquisas com recomendações diametralmente opostas às praticadas por organizações de saúde governamentais e não-governamentais, e por instituições patrocinadas pela indústria farmacêutica, o momento é propício para avaliarmos criticamente a medicina convencional e educar-nos ainda mais sobre as verdadeiras causas do câncer e sobre como prevenir e reverter essa doença.

 

 

Veja o artigo completo no Greenmed.com.

 

 

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