17/06/2015

Adoçante revela-se diabetogênico em pesquisa

Me engana que eu adoro.


Muitos produtos rotulados “sem açúcar” ou “diet”, vendidos em lojas de produtos naturais, são adoçados com sucralose. Abaixo traduzo a maior parte de um artigo publicado no Greenmed.com relatando um estudo que encontrou efeitos diabetogênicos nesse adoçante popular.


A sucralose é um adoçante artificial que é cerca de 600 vezes mais doce do que a sacarose (açúcar branco), e comercializada sob uma variedade de nomes de marcas, tais como Splenda [EUA], Zero Cal, Finn e Gold [Brasil], e que em recente pesquisa com humanos, demonstrou ter efeitos de promoção do diabetes, apesar de não conter calorias e ser classificada como um "adoçante não-nutritivo”.

 

Um novo estudo publicado na revista Diabetes Care, liderado por pesquisadores do Centro para Nutrição Humana da Escola de Medicina da Universidade de Washington, St. Louis, Missouri, decidiu testar os efeitos metabólicos da sucralose em indivíduos obesos que não usam adoçantes não nutritivos .

 

Dezessete indivíduos foram submetidos a um teste oral de 5 horas de tolerância à glicose em duas ocasiões distintas precedidas por consumo de sucralose (condição experimental) ou água (condição controle) 10 minutos antes de receber a glicose, em um estudo cruzado randomizado.

 

Os resultados foram relatados como se segue:

Comparado com a condição de controle, a ingestão de sucralose causou:  1) maior aumento no pico de glicose plasmática (4,2 ± 0,2 vs 4,8 ± 0,3 mmol / L, P = 0,03), 2) um aumento de 20 ± 8% na área sob a curva periódica de insulina (AUC) (P

 

Em outras palavras, uma dose única de sucralose resultou em um aumento de 0,6 mmol / L, nas concentrações plasmáticas de glicose, um aumento de 20% nos níveis de insulina, uma elevação de 22% no pico da taxa de secreção de insulina e uma redução de 7% na depuração da insulina, indicativo de redução na sensibilidade à insulina.

 

Conclusão da pesquisa

Esses dados demonstram que a Sucralose afeta respostas de glicemia e insulina a uma dose oral de glicose em pessoas obesas que normalmente não consomem adoçantes não-nutritivos [artificiais].

 

Discussão

Apesar do fato de pesquisas terem encontrado uma gama de efeitos adversos à saúde em animais expostos a sucralose 1, órgãos internacionais reguladores da segurança dos alimentos, incluindo o FDA, consideram esse adoçante completamente seguro para consumo humano diário. 

 

O mesmo se aplica aos adoçantes sintéticos como aspartame, que apesar de sua ligação bem conhecida com danos cerebrais 2 e mais de 40 efeitos adversos à saúde documentados 3, é aprovado em 90 nações.

 

A influência da indústria é, em grande parte, responsável pelo fato de produtos químicos sintéticos como asparatame, neotame, sacarina e sucralose estarem sendo impingidos ao público como adoçantes "seguros" não-calóricos, embora pesquisas obviamente apontem para o contrário. Por outro lado, a estévia, um adoçante natural não-calórico, tem mais de 1500 anos de utilização segura documentado.

 

A Associação Americana de Diabetes (AAD), por exemplo, não esconde sua parceria com a Nutritionals McNeil, fabricante de Splenda, apesar do evidente conflito de interesses. Em seu site, a AAD descreve a McNeil Nutritionals como um "parceiro estratégico nacional" e a elogia dizendo ter "o compromisso de ajudar as pessoas e suas famílias com diabetes, focando as necessidades nutricionais gerais da comunidade diabética." A McNeil Nutritionals patrocina a "Receita do Dia", da AAD, juntamente com uma variedade de ferramentas e informações educacionais para consumidores e profissionais de saúde.

 

Apesar destas relações íntimas, as pesquisas sobre os efeitos adversos da sucralose para a saúde continuam acumulando. Algumas das mais recentes pesquisas indicam que a sucralose pode contribuir para os seguintes problemas de saúde e ambientais:

• Prejuízos à flora intestinal e maior incidência de doenças inflamatórias gastrointestinais 4, 5, 6.

• Enxaqueca 7

• Toxicidade e persistência ambiental 8, 9, 10.

 

 

Os únicos adoçantes naturais e seguros para a saúde são a estévia e o xilitol. Pode-se comprar folhas de estévia desitradas – a forma mais saudável de estévia - em lojas que vendem ervas e o xilitol, que é um pó branco parecido com açúcar, já está sendo vendido no Brasil e chegará brevemente ao Recife.

 

FONTE

 

Greenmed.com 

 

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