17/06/2015

Como escolher um bom mel de abelhas

Muito pobre ou muito rico. Esse é o tanto que a qualidade nutritiva e terapêutica do mel de abelhas pode variar. Um mel de ótima qualidade deve atender os seguintes critérios:

 

SER LIVRE DE AGROTÓXICOS. Abelhas viajam a um raio de 5km do apiário. O mel poderá ser contaminado se na vizinhança há cultivo não-orgânico, principalmente de flores ornamentais, que podem ser fumigadas sem piedade, já que ninguém vai comê-las.

 

ABELHAS DEVEM SE ALIMENTAR EXCLUSIVAMENTE DE FLORES E FRUTAS. É comum na época da seca ou, em lugares de clima frio, durante o inverno, os apicultores alimentarem as abelhas com açúcar caramelizado. O mel que as abelhas produzem a partir do açúcar é muito pobre de valor nutritivo, mas pode ser chamado de “mel puro”. Além disso, o açúcar fragiliza a saúde das abelhas. Um apicultor consciente não é movido só pela ganância de vender e deixa mel suficiente nas caixas para as abelhas se alimentarem durante a seca ou o inverno.

 

NÃO DEVE SER DECANTADO. O processo de decantação côa o mel por uma tela fina que retira quase todo o pólen. Ora, o pólen é a parte mais nutritiva do mel, queremos ele lá!

 

NÃO DEVE SER AQUECIDO. Todo mel puro cristaliza e, dependendo da florada, alguns cristalizam muito rápido. É comum apicultores derreterem o mel cristalizado em banho-maria, ou mesmo direto na panela, no fogo, já que o consumidor mal-informado rejeita o mel “açucarado” e acha até que isso significa que o mel não é puro. Mesmo o calor do banho-maria já é suficiente para destruir boa parte das enzimas e outros nutrientes. Quanto maior o tempo de fogo e o calor, maior a destruição. Compre o mel cristalizado em uma jarra de vidro com a boca larga que dê para tirar de colher. Se preferir, coloque a jarra no sol, assim o mel vai derretendo devagar, sem “queimar” os nutrientes.

 

TIPO DE FLOR: O valor nutritivo e medicinal do mel depende das flores que a abelha visita. Alguns produtores plantam flores melíferas ao redor do apiário para aumentar a produção de mel. Essa prática é uma faca de dois gumes: se a flor é medicinal, como é o caso da manuka (Leptospermum scoparium) neo-zelandesa, o mel resultante é excelente. Se a flor é ordinária... bem, na dúvida é melhor escolher um mel de uma região onde a florada é variada, assim asseguramos a riqueza dos nutrientes.

 

HIGIENE: Verifique se o produtor ou a associação a que ele pertence está atenta a questões de limpeza e é fiscalizada pela vigilância sanitária.

 

CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA: Há formas de retirar o mel das caixas sem sacrificar nem maltratar as abelhas. Zelar pelo bem estar das abelhas é um mínimo de retribuição amorosa pelo alimento que retiramos delas.

 

Por seu alto teor glicêmico, o mel de abelhas deve ser consumido com moderação e deve ser evitado por pessoas com diabetes ou que estejam se tratando de câncer ou de qualquer outra doença degenerativa. O açúcar, seja glicose ou frutose, alimenta células cancerosas e alimenta também fungos, podendo favorecer estados inflamatórios em organismos já desequilibrados.

 

Embora circulem e-mails contra o mel de abelhas na internet, há vários estudos demonstrando seus benefícios para a saúde. Ele está listado como superalimento no livro Superalimentos, de David Wolfe. O pólen das abelhas, outro superalimento, é possivelmente o alimento mais rico em enzimas e nutrientes do planeta. A ele é atribuída a longevidade de alguns povos.

 

Boas compras, boa sorte e bom apetite!

 

Alguns estudos comprovando os benefícios do mel para a saúde:

Diário da Saúde 1 

Diário da Saúde 2

 

Biológico 

Science Daily   

BBC News

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